ISONOMIA - CONFISSÃO DE CULPA
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 11/07/23
Essa nota da PREVI tratando da contratação de escritórios de
advocacia está, no mínimo, mal explicada. Primeiro porque foi necessário
denúncia de cunho político para o conhecimento de que gastos com o dinheiro
destinado ao pagamento de benefícios é usado com outros propósitos. Segundo, que
a justificativa vislumbra cercear os direitos dos participantes em demandas
judiciais.
Paralelamente, soa estranho que, para cuidar de um litígio,
considerado ganho pelo Fundo, seja necessário buscar profissionais fora do
quadro próprio (advogados). Também, em se tratando de causa pacificada em favor
da PREVI (segundo ela) qual a necessidade de contratar dois novos escritórios
de advocacia quando bastaria um deles? Deduz-se, daí, que os dois se completam
como capacitados. Então, somente um não estaria habilitado e, consequentemente,
isoladamente nenhum está apto para o desempenho. Lembrando que “uma
corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco”, não teriam essa
capacitação, nem ao menos conjuntamente.
E, mais ainda. É de se supor que o fato não é inédito,
porquanto a PREVI ao longo dos tempos tem enfrentado situações dessa natureza
(novas ações judiciais).
Por fim, é válido dizer que essas conjecturas levam ao
entendimento de que a PREVI teme perder esta Causa, apelando até para o terrorismo
ao alegar exageradas perdas da ordem de 17 bilhões em sendo levada a aceitar a
isonomia. Em resumo, esse comportamento somente serve de incentivo a que novas
ações desse contexto proliferem.
Mesmo assim, ainda é tempo de a PREVI, conjuntamente com o
patrocinador, reconhecerem o óbvio partindo para costurar acordo honroso. O que
será bom para todos.
Marcos Cordeiro de Andrade
- 84 anos -
2 comentários:
Prezado Marcos,
Em tese compactuo com parte de seu ponto de vista. Ressalto que nossas percepções são interpretações superficiais, afinal não nos debruçamos sobre o conteúdo total, nem dos pleitos e menos ainda dos contratos firmados. Vale, também, observar que os pleitos contra a PREVI partem de "direitos" observados em falhas contratuais (divergências em contratos com mesmas proposituras), porém realizadas no FUNCEF. Na PREVI, ao que tudo indica, não há ocorrências divergentes em relação aos contratos firmados, caso contrário e com toda certeza, essas divergências contratuais já teriam sido expostas.
AJFurquim
A verdade nua e crua, difícil de engolir, e que nós viramos clientes da Previ.
Nós sequer somos "donos" do PB 1.
Somos participantes quotistas, com direitos e obrigações.
Como qualquer empresa, a Previ pode usar dinheiro proveniente das receitas arrecadadas dos "clientes" caso precise litigar com eles.
É esdrúxulo, mas é a verdade.
Não sei se há muito o que fazer em relação à contratar advogados que advoguem contra nós.
MAS HÁ MUITO O QUE FAZER EM RELAÇÃO À CONTRATAÇÕES EM CONFLITO E A CUSTOS EXACERBADOS.
Este é o foco.
Qual interesse da Previ em defender Fukunaga? Essa é uma causa de quem o indicou.
Para a Previ basta um presidente apto e competente.
Quem pariu Mateus que o embale.
JFRezende
Em qui., 13 de jul. de 2023 11:11, Geraldo Vaz de Mesquita escreveu:
Tendo em vista os fortes vínculos da Previ com o Banco do Brasil - seu patrocinador - porque não recorrer ao excelente corpo jurídico de seu parceiro, o BB, também interessado no assunto? Muito estranho e numa cabeça pensante não há como digerir essa história mal explicada. É imperativo para nós associados, conhecer o nível de relacionamento desses escritórios com a Administrsção da Previ, já por demais desgastada perante todos nós, beneficiários. Geraldo Vaz de Mesquita (mais de 8 décadas em constante preocupação com nossa Previ)
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